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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Pastoral


 A REFORMA
“De fato, no Evangelho a justiça se revela única e exclusivamente através da fé, conforme diz a Escritura: ‘o justo vive pela f”’ (Rm 1:17).

Uma história toda, sob o inteiro agir de Deus.  Agindo Deus quem impedirá??? Reforma... em resumo é a revitalização de uma forma existente.  Historicamente foi um procedimento que visou trazer a igreja à pureza original do cristianismo primitivo.  Depois do Pentecoste, a Reforma do século XVI foi o maior  movimento espiritual ocorrido  dentro da igreja.  Representou uma volta à Bíblia, ao ensino dos apóstolos e, por isso mesmo,  rejeição total a qualquer doutrina sem base nas Escrituras.
“O justo vive pela fé” – Paulo anuncia o tema central da carta, que será desenvolvido até  o capítulo oito, e que constitui a síntese de toda a sua pregação: o Evangelho é Jesus, o Evangelho é a força viva de Deus que salva.  Condição única para isso é que o homem se entregue a Deus mediante a fé.   Pois o homem não tem outro meio para se libertar da posição de pecador: nem a Lei de Moisés, nem os ritos, nem sistemas filosóficos, nem poderes cósmicos ou humanos, nem denominação e nem nenhum sistema religioso. A fé é a certeza firme e contínua de que o projeto de Deus se realizou em Jesus Cristo e continua realizando-se no meio dos homens.  A fé leva o cristão a viver uma nova dinâmica de vida, na verdade, uma contracultura disse John Stott; o homem já não é um receptor passivo e se torna junto com Deus, agente ativo no seu crescimento e do de outros também, no seu serviço na igreja e, fora dela, no mundo, o que os teólogos chamam santidade de vida, ou vida santificada, a santificação.
Martinho Lutero (1483-1546) – Alemão, filho de camponeses, tornou-se monge agostiniano e entrou para o convento em Erfurt.  Buscava com avidez a salvação de sua alma.  Em 1512, aos 29 anos, o texto de Romanos 1:17, “O justo vive pela fé”, explodiu em seu coração.  Ali ele descobriu a gloriosa doutrina da justificação pela fé.  Mais tarde, quando o Papa Leão X estava construindo a basílica de São Pedro, seu emissário Johannes Tetzel foi à Alemanha vender indulgências, que ofereciam redução das penas do purgatório.  Convencido de que o tráfico de indulgências desviava o povo da verdade, oferecendo-lhe falsas esperanças, Lutero decidiu enfrentar este abuso e, no dia 31 de outubro de 1517, pregou nas portas da catedral de Wittenberg as 95 teses contra as indulgências. Estava deflagrada a Reforma. A posição de Lutero foi o golpe no poder papal e na igreja que se desviara da fé apostólica. Está combatida a pretensa função de ser mediadora entre os homens e Deus,  comercializando, por embaixadores. A partir daí, o Evangelho passou a ser pregado na língua do povo. Nos púlpitos e nos bancos das igrejas havia cópias da Bíblia traduzida por Lutero.  Cantava-se por toda Alemanha hinos evangélicos e salmos, muitos dos quais escritos e compostos pelo próprio Lutero.  Dentre eles, destacava-se a Marselhesa da Reforma, “Castelo Forte é o nosso Deus”. Em trinta anos, a igreja cristã na Alemanha tinha sido reformada, como ninguém jamais poderia ter sonhado. Os abundantes escritos de Lutero tiveram larga aceitação.  E assim, a Reforma se espalhou pela Boêmia, Hungria, Polônia, Inglaterra, Escócia, França, Países Baixos, Escandinávia e até mesmo pela Espanha, Portugal e Itália. Chegando aos Estados Unidos e daí ao nosso querido solo pátrio Brasil.
Postulado da Reforma que não pode ser perdido: “Igreja reformada sempre reformando”.  Um pouco dessa, incompleta, história para nossa reflexão, tesouro memorável, lembrança inspiradora. Cuidado de Deus para com o seu povo, quando Ele intervém todos os obstáculos são superados.
Rev Ersino

sábado, 6 de outubro de 2012

Pastoral


MÃOS AO TRABALHO
                “Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva”.      
                                                                                              (Mc 10:43)
                                                                                            
Chegamos, graças a Deus, ao último dia do penúltimo trimestre do ano.  Amanhã, ao acordarmos, estaremos no quarto trimestre.  A igreja já se prepara para o próximo ano... Cinquenta anos da organização, o jubileu!  Vem aí as eleições nas Sociedades Internas, as indicações do Conselho e a programação geral. Tudo isto é trabalho da igreja, há trabalho para todos, então, MÃOS AO TRABALHO!
Jesus anuncia a sua morte com consequência de sua vida de serviço. Enquanto isso, Tiago e João sonham com poder e honrarias, suscitando discórdia e competição entre o grupo.  Jesus mostra que a única coisa importante para o discípulo é seguir o exemplo dele: servir antes de ser servido.  Na Igreja que Cristo edificou, a autoridade não é exercício de poder, mas a qualificação para o serviço que se exprime na entrega de si mesmo para o bem comum.
A ênfase central é o trabalho cristão – a possibilidade de crescer com as pessoas. Precisa-se, portanto, pessoas maduras emocional e espiritualmente. Você já sabe o que quer fazer? Temos que entender que nos tornaremos  trabalhadores melhores, eficientes e eficazes seguindo os padrões que Deus estabelece em sua Palavra.  Enfrentar o trabalho cristão como missão divina de responsabilidade humana é o ponto fundamental.
O trabalhador cristão deve ter três níveis de prioridades: O primeiro é sua entrega total a Jesus Cristo, resultado de um encontro pessoal com o Salvador. Sem esse passo torna-se difícil para  qualquer trabalhador a experiência cristã. O segundo nível é a entrega do trabalhador ao corpo de Cristo, isto é, apropriar-se da ideia paulina de que “somos parte do corpo de Cristo” (1 Co 12:12-31).  Precisamos servir uns aos outros. Quando o trabalhador perde a visão da necessária ajuda no sentido de fazer com que os  outros também cresçam como pessoas inteiras e equilibradas, todo o seu esforço terá sido em vão.  Por último, ter consciência de que Deus o quer nesse trabalho. Pensa-se aqui em não estar escolhendo muito em que trabalhar, é claro, que não tem que assumir qualquer um serviço. “Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severo” (Tg 3:1). Há alguns querendo os trabalhos mais honrosos.  Ser trabalhador cristão é tarefa de suprema importância. É um compromisso recebido das mãos divinas que deve ser desempenhado com alegria, contentamento, temor e tremor.  Este sentimento deve ser acompanhado de oração constante para que Deus  equipe com sua graça a fim de que cada trabalhador torne-se canal condutor das bênçãos celestes aqueles aos quais servimos.
A oração pastoral é que neste final de ano, bem como no  jubileu, estejam todos nas mãos de Deus, no exercício do trabalho cristão, no serviço ao próximo,  porque é isto que é  igreja.
Rev Ersino Albano da Silva

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

PASTORAL



CONFLITO
“O reino dos céus é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. E, quando já está cheia, os pescadores arrastam-na para a praia e, assentados, escolhem os bons para os cestos, e os ruins deitam fora ”(Mt 13:47-48).

“Eu não sei se vou ou fico, eu não sei se fico ou vou”.  Oh dúvida!  Eis estabelecido o conflito na sua proporção máxima. É não ter a certeza, de modo absoluto, do que fazer.
A consumação do reino se realiza através do julgamento que separa os bons dos maus.  Os que vivem a justiça e a obediência do reino; os que não vivem serão, definitivamente, excluídos. O reino é de Deus e Ele cuida  e no cuidado dele chama os trabalhadores, o que é um tremendo privilégio para qualquer chamado, e o nosso cuidado deve ser o cuidado de um trabalhador chamado e nunca o cuidado do dono do reino.  Há trabalhadores querendo fazer o que o dono não deixa de fazer.
O apóstolo Paulo viu e viveu o conflito e o deixou pontuado na Escritura: está na miserabilidade humana – “Miserável homem que eu sou” -  Usando o artifício da primeira pessoa, Paulo convida cada um a olhar para si mesmo e para a sociedade, a fim de descobrir o conflito que se desenrola dentro da condição humana. O ser está dividido entre o egoísmo e o amor, servir a si e aos outros. Existe, contudo,  o predomínio do egoísmo que se alastra e perverte as relações, as mais íntimas e até as espirituais. A sociedade torna-se então desumana, injusta e perversa. E quem nos poderá libertar desse “corpo de morte”?
A filosofia e a teologia são essencialmente uma transcrição e uma interpretação da experiência humana, e a experiência humana é de que há um conflito na alma humana. Para Paulo, tratava-se de uma guerra entre duas forças opostas que chamava de carne e espírito. Aqui estava o dilema da situação.
É sempre muito bem-vindo qualquer auxílio que nos vem às mãos para vencermos na nossa luta contra a carne.  Certamente, o imprescindível é o “nascimento que vem de cima” (Jo 3:3-5), realizado pelo Espírito de Deus.  Uma vez habitando o coração, Ele planta ali o amor de Deus (Rm 5:5).  O fruto de sua presença se manifesta em atos concretos de amor (ágape) revelados nas conhecidas virtudes de Cristo conforme aparecem em Gálatas 5:22-23.  Mas o recebimento do Espírito não aniquila a carne. A manifestação do fruto do Espírito não implica no desaparecimento das obras da carne. “A carne milita contra o Espírito” (Gl 5:17).   As obras da carne, portanto, não deixam de ser o fruto podre e venenoso do “eu” que procura afastar o controle divino da vida.
Leia a Bíblia. Compreenda a Bíblia.  Na Bíblia está a orientação. Ela é o farol. Ela aponta o rumo. Siga a Bíblia.
Rev. Ersino Albano da Silva

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Independência


INDEPENDÊNCIA
“E CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ” (Jo 8:32).

Na Juiz de Fora contemporânea se diz: não é mais independência e sim presidente Itamar Franco. No Brasil de 1822 se disse: “independência ou morte”. Para os Coríntios, na amostragem da predominância da vida, Paulo deixa a pergunta: “Onde está, ó morte, a tua vitória?” Para os judeus Jesus afirmou: a independência, inteira, completa e plena, está no conhecimento  prático da verdade.
Pense no Brasil colônia. Naquele tempo não tinha rei no Brasil e todos tinham que obedecer ao rei de Portugal –  Em 1808, D. João VI, que reinava de Portugal, para escapar de Napoleão faz do Brasil o seu refúgio e para cá vem “de mala e cuia” com toda família. Como todo Napoleão tem o seu dia de Waterloo, D. João VI voltou tranquilo para a sua pátria querida e o seu filho Pedro I, ficou como imperador no Brasil e tinha que prestar conta à terra lusa o que maculava o brio nacional. E já funciona o famoso “jeitinho brasileiro” e D. Pedro I, assume o desafio de separar o Brasil de Portugal. Procedimento tentado há mais de trinta anos.  Tiradentes (1746 – 1792) o principal líder e único mártir da Conjuração Mineira, movimento político contra o colonialismo português organizado em Minas Gerais, em 1789.   Tiradentes é considerado herói nacional e o principal precursor da independência do Brasil.  Desde 1890, a data de sua morte é feriado em todo país.  Em 1965, foi declarado, por lei, patrono cívico da nação brasileira. E o poeta canta, melancolicamente, assim: “Joaquim José da Silva Xavier, morreu a vinte dois de abril, pela independência do Brasil, foi traído e não traiu jamais, na inconfidência de Minas Gerais”.
Não é, definitivamente, na  “independência ou morte” que está a solução. Haja vista, que Tiradentes foi morto e o Brasil continuou sobre a dura e incruenta opressão portuguesa.  Então, a solução  será  encontrada, isto sim,  na “independência e vida”. Aos romanos Paulo assim ensinou: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 6:23).   Jesus é a presença atuante de Deus que, verdadeiramente, liberta o homem da escravidão e o conduz para uma nova vida. É através da sua morte que Jesus confirma essa libertação. A verdade que liberta é a aceitação sincera  da vida nova e abundante trazida por Jesus, que relativiza tudo aquilo que antes parecia absoluto: riqueza, poder, idéias, estruturas, sistemas. A vivência da liberdade deixada por Jesus faz romper com toda e qualquer ordem injusta e experimentar, de fato, o amor de Deus através do amor ao próximo.
                                              Rev Ersino Albano da Silva

terça-feira, 4 de setembro de 2012

MINHA PÁTRIA


Minha Pátria
“Feliz é a nação cujo Deus é o SENHOR e o povo que ele escolheu para sua herança” (Sl 33:12).


Quem foi o estudante que, em suas tarefas escolares, nunca redigiu um texto dentro desse assunto? Considerando a semana chamada “da pátria” –  a independência do Brasil, 07/09/1822, separação de Portugal  - e ainda o assolado debate para o pleito eleitoral para prefeitos e vereadores em todos os municípios brasileiros, que tal voltarmos ao tema?
O salmista vislumbra a nação feliz no projeto de Deus.  Com certeza, aquela que dá o senhorio a Deus, na contra partida, são infelizes todas as outras.  No projeto de Deus não há lugar para a escravidão e morte, feitos pelas nações, posto que não tem espaço para nenhum outro senhor. Ele é o Senhor!!!
Pátria é o país onde nascemos, lugar que se considera como preferido, o melhor; como já disse o poeta: “Todos cantam sua terra, também vou cantar a minha, nas débeis cordas da lira hei de fazê-la rainha”.  O Estado (do latim status = estar firme), significa, socialmente, situação permanente de convivência.  O Estado é sempre constituído pela população, o seu povo, a que se chama também nação. Onde tem gente tem confusão, mais gente, mais confusão.  A população é humana, má e corrupta.  Aí a reclamação  repetida nos tempos dos juízes: “Naqueles dias não havia rei em Israel: cada um fazia o que achava mais reto”. Então, passa a caber ao Estado, pretensamente, “soberano” ditar as normas que precisam ser boas, éticas e morais. Chegou-se a um princípio supimpa que escrito acalenta os olhos; ouvido suaviza os ouvidos:  “Amor como a base, ordem como o meio, e progresso como o fim”. Mas o povo, pervertido que é,  não consegue a aplicação do tão nobre preceito.
A felicidade consiste, de verdade, em pertencer ao Senhor.  Quando Gideão venceu os midianitas o povo empolgou-se e pediu para que ele assumisse o reinado. “Porém Gideão lhe disse: Não dominarei sobre vós; nem tão pouco meu filho dominará sobre vós; o SENHOR vos dominará” (Jz 8:23).   Logo em seguida, no Primeiro Livro de Samuel, encontramos Israel exigindo, peremptoriamente, um rei. “Constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como o têm todas as nações. Disse o SENHOR a Samuel: Atende à voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te rejeitam a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre eles” (ISm 8:5,7).
Há candidatos na captura de votos com os mais requintados programas. Alguns inescrupulosos, sem a mínima noção de cidadania, outros, porém vocacionados por Deus para  tais funções e serão legitimados no sufrágio universal, confirmados no seu voto, é você quem elege, a decisão é sua.  O merecedor do seu voto precisa saber queDeus reina  e deve estar comprometido, de corpo e alma, não só de palavras, na busca do melhor para o maior número possível e durante o maior tempo.
A pedagogia bíblica é que Deus nunca abriu mão do regime teocrático.  Ele constitui o rei para o governo político administrativo enquanto o sacerdote cuida das diretrizes espirituais e os dois, rei e sacerdote, político e religioso, prestam contas para Ele que rigidamente espera.  Temos que apreender essa lição, aplicar e transmitir. É assim que se é “a nação cujo Deus é o SENHOR” e é, somente, assim que se é feliz.
Rev. Ersino Albano da Silva

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O Novo Campo


O NOVO CAMPO
“Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim” (Jn 1:2).

Pense em alguém que viva intensamente os sonhos, tristezas e desventuras da sua Pátria.  Como resultado disso torna-se um cidadão extremamente politizado e com ideologia segura, muito certo de suas convicções, capaz até de colocar sua própria vontade como prioridade à de Deus: você pensou no profeta Jonas.

Pode-se dizer que o seu livro é uma ilustração da misericórdia de Deus, que não é, definitivamente, um Deus nacional, mas de toda a humanidade; Ele quer que todos escutem sobre a sua Palavra, para que tenham vida, e vida em abundância.  Jonas se recusa obedecer porque Nínive, capital da Assíria, representa um dos maiores e mais encarniçados inimigos de Israel.  Ele tenta sair exatamente para o lado contrário.  A tempestade, porém, lhe impede a fuga, e no curso da tumultuada viagem, sem querer, torna-se instrumento de Deus  para as primeiras conversões: os marinheiros começam a invocar o Senhor.

A seara é grande a Bíblia já ensinou. A sua extensão, porém começa bem aqui, para nós em Barbosa Lage, passa por ali em Santos Dumont e vai para longe os índios araras. Às vezes O NOVO CAMPO está tão perto que não se consegue vê-lo, passa-se por sobre ele sem nenhum entendimento.  Tem que viver debaixo e sob a expectativa do poder de Deus, a fim de ver e sentir O NOVO CAMPO que Deus mesmo disponibiliza. Jonas não pode fugir, Deus não lhe permite.  Encontrado por Deus, encontra-se consigo mesmo e aí vai ao encontro do próximo; a experiência é feita dentro de uma angústia mortal, figurada pelo mar e pelo ventre do peixe.  Desse modo, ele tem que  aprender a lição na pedagogia do Senhor e não na sua. O seu NOVO CAMPO é a sua pretensa rota de fuga e  sem deixar de chegar à Nínive:  Porque Deus assim o determinou. A salvação pertence a Deus, que  a concede a quem Ele quiser, no Seu tempo e no Seu modo.

Há na igreja de Deus, ainda hoje, vários  “Jonas”, isso é, aqueles que priorizam suas vontades, escolhem seus campos, que por esta ou aquela razão se negam a ir à “Nínive”. Onde está a sua “Nínive”? Ou melhor, onde o Senhor tem mandado você? A maneira soberana como Deus age na história deve nos levar a entender que frequentemente Ele usa os nossos erros de rota para atingir o seu objetivo. Não foi a toa  que a Igreja Presbiteriana do Brasil chegou em Juiz de Fora e não é sem motivo que a Segunda Igreja está implantada em Barbosa Lage. É o lugar onde o Senhor mesmo colocou e, com certeza,  O NOVO CAMPO.

                                              Rev Ersino Albano da Silva

quinta-feira, 16 de agosto de 2012


E  O  OUTRO ?
Então Javé perguntou a Caim: Onde está o seu irmão Abel?  Caim respondeu: Não sei.  Por acaso eu sou o guarda do meu irmão?(Gn 4:9)
“É melhor sozinho do que mal acompanhado”.  Sem que para isso, com certeza, se venha cometer homicídios para evitar más companhias.  “Diz-me com quem andas e eu  direi quem és”.  A idéia basilar é um e o outro.  “A união faz a força”.  Logo: quanto mais juntos, vivos é claro, mais fortes. E a sábia lição salomônica: “Melhor é serem dois do que um,  porque têm melhor paga do seu trabalho.  Porque se caírem, um levanta o outro; ai, porém do que estiver só; pois, caindo não haverá quem o levante”.(Ec 4:9-10)
O acontecido entre os irmãos Caim e Abel é, sem dúvida, o oposto daquilo que o Senhor espera de qualquer relacionamento entre os seres: a fraternidade, em que cada um é protetor do outro.  A auto-suficiência introduz a rivalidade e a competição:  o companheirismo é destruído e, em vez de proteger, o homem fere e mata o outro.   Contexto no qual a palavra pecado aparece, literalmente, na Bíblia, pela primeira vez(Gn 4;7).
O Senhor fez a Caim esta pergunta, não porque não soubesse o que tinha ocorrido, o que queria de fato é que Caim refletisse sobre o que tinha feito ao outro, aos pais e à sociedade.  Caim precisava perceber o seu pecado. O Senhor ainda confirma perguntando: “Que fizeste?”(Gn 4:10).
E O OUTRO? Eu quero, pessoalmente, ser incomodado com esta pergunta.  E preciso, com toda força e profundidade, incomodar você. Por acaso sou o guarda do outro?  Precisamos pensar no que fizemos para que o outro se ausentasse. Quando nos inquietar o afastamento do outro  e com amor de irmão formos procurá-lo  saberemos os motivos dele, e pode ser que seja estampado aos nossos próprios olhos, para tristeza e dor, nossos erros, nossos homicídios, nossos pecados. Quantas vezes ferimos fazendo ou conscientemente omitindo. Quantas vezes matamos falando ou indiferentes e apáticos deixando  de falar. 
“A vida é a arte do encontro”.  No encontro há, automaticamente, reconciliação,  recongraçamento, harmonia,  acomodação,  perdão. A Bíblia nos ensina assim, desde  Gênese:  Jacó por sua leviandade e aptidão exploradora teve que viver grande parte de sua vida sem poder ver a seu irmão e consequentemente aos seus pais.  Teve oportunidade de encontrá-lo, abraçá-lo e beijá-lo e estabelecerem a reconciliação.   José por muitos anos esteve separado de seus irmãos, mas, por providência divina foi encontrado por eles e estabeleceu-se a reconciliação e o perdão.
E O OUTRO?  A resposta não é tão simples.  Requer humildade, reconhecimento e confissão de faltas e culpas.  Exige esforço para perdoar e pedir perdão.  Que Deus nos ajude, proporcionando-nos amor e consideração para com o OUTRO.
Rev Ersino Albano da Silva
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PARA PENSAR
“O caminho certo para ser humilde não é rebaixar-se até ficar menor do o que já é, mas permanecer na sua real altura, diante de uma natureza mais alta que lhe mostrará a verdadeira pequenez de sua grandeza.”.
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ARREPENDEI-VOS
“Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”(Is 55:6)
Aquele militar que chega perto de seu comandante e com postura firme, impoluto garbo, apresentando-se diz: serviço com alteração senhor.  Alguma coisa que não deveria aconteceu ou deixou-se de fazer o que estava programado. Está-se diante de um falta, leve, grave ou gravíssima. Alguém será, sem dúvida, responsabilizado o que deve ser na exata proporção da negligência.
Já sabemos que o profeta fala da parte de Deus.  Isaias começa o seu livro condenando a hipocrisia de uma igreja que se contenta com exterioridades cultuais, sem consequência para a vida prática.  O Senhor não aceita culto que se estrutura sobre qualquer injustiça.  O que Deus quer, principalmente, é ser adorado em espírito e em verdade. Os acontecimentos posteriores convergirão, naturalmente, a uma vida de serviço ao próximo e glorificação ao Senhor: alegria, paz, amor, um grupo eminentemente participativo, atividade social normal no sustento dos fracos (órfão e viúvas) e liberdade dos oprimidos.  E Deus não obriga a ninguém; Ele convida os seres às decisões seguintes: conversão e vida ou  teimosia e  morte.
Arrependei-vos - Conversão  é, na realidade, uma mudança de rota.  É a tomada segura do sentido contrário.  Tomemos este convite de Deus à conversão como um chamado ao arrependimento. Uma oportunidade benfazeja. O Senhor tem um projeto de verdadeira e santa realização para a história: liberdade e vida para todos.  Esse plano é revelado aos homens e mulheres através da Palavra que, gerando acontecimentos, leva para a concretização do desígnio de Deus..
Arrependei-vos - Deus sempre contou com o seu povo para contar os seus benefícios. Os seus feitos salvíficos.  O anúncio benéfico do Senhor é missão nossa, povo de Deus. Precisamos nos postar diante dele com firmeza  e distinta virtude, como bons soldados, falando:  serviço sem alteração, missão cumprida, Senhor.  Faremos isso com inteira eficácia quando reconhecermos as nossas reais impossibilidades, sustentadas pelos nossos pecados, e arrependidos buscarmos o Senhor, sinceramente contritos O invocarmos.  Ele está perto e pode ser encontrado.
Temos falado, nos últimos encontros, em evangelização.  Mas, evangelização apenas falada não é evangelização.  Evangelização se faz.  Evangelização é vida arrependida. Quando estivermos realizando o propósito de Deus atrairemos, naturalmente, os povos, porque verão que nesse está a vida.
Rev Ersino Albano da Silva
PARA PENSAR
“Uma coisa faço: esqueço-me do que fica para trás e avanço para o que está na frente”(Fp 3:13).
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